Plano de Desenvolvimento dos Produtos Regionais

Publicado em 11-12-2013

O Território Naturtejo, constituído pelos concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Portalegre, Proença-a-Nova, Oleiros e Vila Velha de Ródão, tem como missão o desenvolvimento sustentável de toda a região, com base na promoção do turismo de natureza, cultural e histórico. Trata-se de uma região vasta, cheia de contrastes paisagísticos e culturais. Situado no interior de Portugal, desde a Raia à Beira Interior, passando pelo Pinhal Interior até ao Alto Alentejo, reúne condições excepcionais para ser um pólo de desenvolvimento turístico, privilegiando a qualidade dos serviços e produtos oferecidos a quem visita o Território.

O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional distinguido pela classificação patrimonial da UNESCO (parte integrante da European Geoparks Network e da Global Geoparks), área classificada de acordo com  o diploma de Julho de 2008 que regula todas as Áreas Classificadas do território português, é mais uma aposta da Naturtejo como um conceito inovador em Portugal no âmbito do turismo. Em toda a região, pode observar- se e usufruir de uma paisagem idílica, caracterizada por planícies extensas onde irrompem cristas quartzíticas, formando poderosas muralhas naturais só vencidas em cénicas gargantas pelas águas dos rios. Também a bacia do Tejo no seu troço médio, é o mote para o turismo activo em harmonia com a Natureza. A geologia diversificada em toda a região é o ponto de partida para a descoberta de ecossistemas preservados, para o contacto com a cultura de um povo afável e hospitaleiro. Desde a gastronomia ao artesanato, passando pela arte (natural e criativa), o visitante tem uma oportunidade única de partir à descoberta de tesouros bem guardados desta região.

 

Descrição sumária de projecto em que participou e que demonstrem a sua experiência na realização e/ou participação em acções semelhantes às que se propõe concretizar no Programa Acção:

O Geopark Naturtejo constitui um dos principais factores de atracção turística do Concelho de Nisa e do Norte Alentejano, sendo que o PENT, Plano Estratégico Nacional de Turismo, considera este território como um dos principais ícones do Turismo de Natureza de Portugal, Inclui na sua dimensão territorial uma parte considerável do território do Parque Natural de São Mamede e a totalidade do Parque Natural do Tejo Internacional, possibilitando que seja considerado uma referência em termos nacionais e internacionais para os turistas em busca de espaços naturais, biodiversidade, património geológico, património histórico-cultural, sossego e bem- estar.

Com a criação do Geopark, este território de cerca de 4600 km2, reforçou a sua actuação num novo paradigma de evolução, com um enfoque particular no Turismo de Natureza e na certificação e qualificação do alojamento, restauração, animação e produtos tradicionais, promovendo a integração de um número alargado de actores, o aparecimento de novos investidores e a criação de cadeias de valor regional, que oferecerão ao mercado a sua cultura e saber-fazer ancestrais na forma de produtos turísticos integrados e competitivos.

O Turismo de Natureza representa, actualmente, um mercado de 22 milhões de viagens internacionais por ano na Europa, com uma ou mais noites de duração, ou seja, 9% do total das viagens de lazer realizadas pelos europeus, crescendo a um ritmo anual acumulado de 7%. Aproximadamente 85% das viagens de Turismo de Natureza são de mais de 4 noites, constituindo uma importante procura secundária, complementando o sol e praia, o MICE, o golfe e a saúde e bem estar. Neste mercado, o gasto médio por pessoa/dia no destino pode variar entre 80 euros e 250 euros.

As características do Geopark, de contacto e compreensão da Natureza, não implicam a grandes investimentos em infraestruturas mas a intervenções que complementam os factores de atracção unanimemente reconhecidos, que retratam uma simbiose perfeita entre património histórico-cultural, geológico e biodiversidade, constituindo os ingredientes certos para uma formula mágica de turismo sustentável que transforma as Rotas do Geopark Naturtejo em experiências e emoções que perdurarão na memória dosvisitantes.

Desta forma, seguindo as directivas do poder central reflectidas no Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT), actuando em sintonia com as entidades regionais responsáveis pela formação turística, a Naturtejo espera gerar movimentos na região, em cruzeiro, de 10 milhões de euros por ano.

 

A Naturtejo tem vindo a contribuir para a implementação no terreno dos princípios estratégicos orientadores que foram identificados como prioritários pelo PENT:

1. Orientação para o cliente, através de uma estruturação de propostas de consumo (Rotas Geopark Naturtejo), ajustadas às necessidades e preferências dos visitantes com um enfoque nos ‘clusters’ de oferta (Turismo de Natureza e Saúde e Bem Estar) que irá facilitar a correcta percepção de valor por parte dos públicos alvo e assumir um posicionamento distintivo no mercado.

2. contribuindo em parceria com o Turismo de Portugal para a concentração dos esforços promocionais, estabelecendo prioridades na aplicação dos recursos e dos investimentos mais adequados para atingir o impacto desejado e promovendo o alinhamento e cooperação entre destinos e domínios específicos, nomeadamente com a vizinha Espanha, hoje objecto dos nossos maiores esforços, tirando assim partido da continuidade geográfica.

Os concelhos que integram a Naturtejo, nomeadamente, Vila Velha de Ródão, Idanha- a-Nova, Proença-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Nisa e Portalegre são muito ricos no que concerne ao artesanato local, feiras e romarias.

Desde os bordados de Castelo Branco e Idanha, aos licores e queijos de Nisa, tecelagem e bordados em Proença-a-Nova passando pela gastronomia e doçaria em V.V. de Ródão e Oleiros, são tudo potenciais produtos que se podem associar aos Programas Naturtejo, no intuito de valorizar os produtos turísticos existentes e/ou a criar.

Assim a Naturtejo, passaria a ter produtos devidamente estruturados, permitindo ao turista várias actividades em contacto com a cultura das gentes do território Naturtejo.

Após a criação do Geopark e com a sua integração na European e Global Geoparks Network, bem como o seu reconhecimento através da sua distinção como área classificada no contexto nacional, será necessário definir os passos seguintes de uma estratégia de colocação no mercado de produtos regionais que possam contribuir para o desenvolvimento económico e social da região. Os processos de abertura comercial e a competição associada, as exigências de uma agricultura eficiente, mas respeitadora das condições ambientais, a ênfase na especialização, o desenvolvimento da biotecnologia, a protecção da propriedade intelectual, são só alguns dos aspectos que condicionam o desenvolvimento da agricultura empresarial em Portugal. Porém, o maior desafio está no assunto das comunidades rurais, onde a diminuta orientação comercial da produção dificulta a inserção de grande parte dos agricultores destes espaços nos conceitos de eficiência e competitividade que regem o mercado agrícola global.

A reorganização do sector agrícola é essencial como garantia do futuro do mundo rural e como forma do sector encontrar novas energias para enfrentar os desafios da necessária reconversão e inovação dos sistemas produtivos, bem como para se estabelecerem novas atitudes de cooperação.

A comercialização/distribuição é um dos principais factores críticos do sector agrícola. Como tal, há necessidade de reforço da organização da produção visando a competitividade no mercado, por via de melhoria da capacidade negocial e da qualidade dos produtos agro-alimentares. A organização da produção poder-se-á efectuar quer através das formas associativas de carácter sócio-económico, como sejam as cooperativas, quer através de iniciativas empresariais, dos produtores.

O importante papel das organizações de produção é a sua capacidade de envolvimento dos produtores, a sua estrutura e sobretudo a sua capacidade de gestão. Os produtos regionais qualificados pela sua diversidade produtiva, diferenciação qualitativa, pelo facto de beneficiarem de regimes de protecção e certificação e de estarem ligados a um território, constituem uma potencialidade decisiva dos nossos sistemas produtivos agrícolas e agro-rurais.

Deste modo, através do desenvolvimento deste projecto, a Naturtejo propõe-se definir quais os produtos que têm capacidade (volume de produção e relevância) para constituir uma gama de oferta, identificar os mercados estratégicos e a política de comunicação e definir quais os canais de distribuição e os pontos de venda nos mercados preferenciais, no contexto das parcerias acima descritas.

Conhecidos os pontos fortes e as debilidades existentes, a actuação chave vai-se situar na definição dos processos que levarão do produtor ao mercado e respectivos mecanismos de controlo.

 

Identificação dos recursos humanos e materiais susceptíveis se serem mobilizados para a boa implementação do(s) projecto(s) da sua responsabilidade:

Estão envolvidos neste projecto na fase de investimento, além da Naturtejo e sua equipa multidisciplinar, um conjunto de especialistas que respondem aos diversos problemas colocados por este projecto. Foi efectuada uma análise que permitiu avaliar os melhores canais de distribuição disponíveis, nomeadamente em termos ibéricos e no contexto da European e Global Geoparks Network, de forma a se poderem adaptar os procedimentos que se revelaram mais eficazes em territórios semelhantes ao da Naturtejo e estabelecer parcerias com operadores situados em áreas com características comuns aos produtores do Geopark Naturtejo.

 

Caracterização da situação económica, financeira e de gestão da entidade:

Para a concretização deste projecto a NATURTEJO orçamentou a verba a disponibilizar no seu plano de actividades para 2009, pelo que terá todas as condições de partida (económicas, financeiras e de gestão) para a apresentação da competente candidatura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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