Plano de Gestão Profissional do Recurso Micológico

Publicado em 18-12-2013

 

Objetivos do projeto:

O Plano de Gestão Profissional do Recurso Micológico, passa, nos primeiros anos, pela determinação do potencial produtivo, associado aos diferentes tipos de uso do solo, que por sua vez condicionam o coberto vegetal local. Assim, a metodologia usada no trabalho de campo passa por cinco fases distintas, mas complementares e que poderão decorrer em simultâneo: Inventariação das massas florestais; Monitorização meteorológica; Formação e acompanhamento de equipas de apanha;  Definição de áreas com interesse micológico; Concentração e comercialização de produtos derivados do recurso.

 

Descrição das ações/componentes:

Inventariação:

Para a inventariação do potencial micológico, deverá ser usada a metodologia de transecto linear (200 m x 4 m = parcela de 800 m2) colocados em toda a diversidade tipológica de habitat, chamadas Unidades de Vegetação (ex: castinçal, montado, pinhal, mato, prado, entre vários) e também separados por condicionantes edáficas como sejam a litologia e pedologia.

Estes transectos serão percorridos nas épocas de frutificação correspondentes a aproximadamente uma a duas semanas após o início das primeiras chuvas outonais e primaveris. Nessas saídas de campo será feito o inventário do micobiota total com especial destaque para as espécies com valor comercial, cujo peso em fresco será registado no campo e posteriormente em seco após secagem no centro de transformação.

Desta forma, a observação continuada destes locais ao longo do tempo permitirá ter uma noção aproximada das produtividades por espécie, bem como o cronograma de frutificação de cada uma, por cada unidade de vegetação.

 

Monitorização meteorológica:

Tendo como principal objetivo o de determinar os fatores mesológicos que influenciam e determinam a frutificação de cada espécie e consequentemente o seu cronograma de ocorrência e produtividade relativa, serão registados e tratados os dados relativos à precipitação diária e acumulada (10, 15 e 20 dias anteriores). Assim, procurar-se-á estabelecer algum paralelismo entre estes fatores com a produtividade local e ao longo das parcelas inventariadas.

 

Formação e acompanhamento de equipas de apanha:

Aproveitando os recursos humanos locais, que já incluem pessoas com formação na colheita de cogumelos, serão criadas equipas de apanha, de forma a maximizar a colheita em áreas selecionadas, devidamente acompanhadas por um micólogo que se encarregará de introduzir aos apanhadores as boas práticas de colheita, bem como complementar o seu conhecimento em espécies novas, com potencial de comercialização.

Neste sentido, serão ainda elaboradas autorizações de apanha diárias para condicionar o número máximo de apanhadores por dia e também criada uma carta de apanhador local que visa autorizar a atuação dos mesmos.

 

Definição de áreas com interesse micológico:

No sentido de determinar as áreas com maior interesse micológico, serão definidas unidades cartográficas, do ponto de vista da dinâmica vegetal, densidade do coberto e uso do solo, similares às inventariadas. Paralelamente serão feitas saídas de campo com os apanhadores locais e pessoas com conhecimento do micobiota local (guarda ICNF), para georreferenciação dos locais com interesse que por sua vez corresponderá à localização de micélios. Esta informação será extrapolada para áreas análogas que poderão vir a consistir em áreas-alvo para as equipas de apanha e complementação do inventário micológico.

 

Concentração e comercialização:

Os cogumelos recepcionados e tratados pelo centro de recolha serão pesados, embalados e transformados, com apoio de um micólogo para a certificação de espécies, desidratados para a venda em seco, com recurso a um secador industrial e embalados devidamente em vácuo e com película "respirável" para a comercialização direta.

 

Tipologia do projeto:

Infraestrutura                                  Animação

Equipamento (construção)    x           Promoção/Marketing

Equipamento (técnico)                      Outra            x

Conteúdos/Software

 

Entidades intervenientes e respetivo papel:

Promotor: Terras de Marvão - Associação de Desenvolvimento Local

Entidades executoras/Parceiros do projeto: Câmara Municipal de Marvão/Juntas de Freguesia do concelho de Marvão/Universidade de Évora/Empresa privada prestadora do serviço

 

Investimento total previsto: 405.000,00 euros

 

Principais componentes de despesa:

Construções e adaptações: 100.000,00 euros

Equipamentos e materiais: 200.000,00 euros

Estudos e/ou projetos: 50.000,00 euros

Serviços: 50.000 euros

Comunicação e Divulgação: 5.000,00 euros

 

Execução do projeto: 0%

 

Sustentabilidade do projeto:

Geração de riqueza para os proprietários dos terrenos e para o futuro agrupamento de produtores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eventos

Sem eventos

Destaque