Cobertura da Casa da Medusa – Estação Arqueológica

Publicado em 08-01-2014

Breve Descrição:

O projeto propõe a execução de cobertura do mosaico da Casa da Medusa. Pretende-se a fruição pública imediata ao património a intervencionar, apostando fortemente no aumento do fluxo turístico e na sensibilização dos visitantes
e da população local, para a importância do património do Concelho. Pretende-se implementar um roteiro pelos diversos espaços de visita, em que a Estação Arqueológica fará parte integrante desse roteiro.

 

Ponto de situação do projeto: Candidatura por submeter

 

Maturidade do Projeto: Projeto de Arquitetura (em fase de análise).

 

Orçamento previsto: 250.000,00€

 

Observações:

A execução do projeto de arquitetura, associado à conservação dos mosaicos da Casa da Medusa, vai ter um impacto internacional, pelo estado de conservação, qualidade técnica e artística, quantidade de tesselas de pasta vítrea,
pormenor da indumentária e do armamento dos personagens representados no mosaico do triclnium da casa (Penúltima cena do Canto XII da Eneida de Vergílio) – Impacto entre leigos e especialistas em arquitetura e mosaicos romanos.

 

Designação do Projeto Inscrito: Palácio como “Museu” e como espaço de programação

 

Breve Descrição:

A operação permitiu implementar funcionalidades de âmbito cultural, contribuindo para a recuperação e valorização deste conjunto patrimonial, classificado como imóvel de interesse público. Contempla a salvaguarda e valorização do património material e imaterial relacionado com a vida desta comunidade, valorização da identidade local, fator essencial num produto cultural e turístico. A operação agregou o posto de turismo numa vertente de promoção e orientação relativamente ao território que constitui o Concelho, ou seja, serve de apoio e de acolhimento ao visitante, dando destaque a pontos de interesse relevantes, dos quais se destacam a Coudelaria, a Estação Arqueológica e o Castelo de Alter do Chão. É objetivo desta operação obter um importante produto cultural ao serviço da população local e visitantes, potenciando o desenvolvimento do concelho.

 

Funcionalidade dos espaços: 

                                        
No Átrio da Casa funciona a Receção do Museu conjugada com o serviço de apoio ao visitante. Este posto de atendimento está apetrechado com um sistema informático de venda de entradas nos diversos espaços a visitar em Alter do Chão, concretamente o Castelo, a Estação Arqueológica e a unidade Museológica do Álamo. Terá ainda a vertente de venda de produtos de merchandising alusivos aos locais a visitar na Vila de Alter do Chão.
O visitante terá ao seu dispor dois tipos de bilhetes, um bilhete único para visita dos três pontos de interesse acima mencionados e um bilhete parcial para visita de uma destas unidades.

 

– Receção

Serviço de apoio ao visitante (bilheteira e merchandising), conjugado com o Posto de Turismo numa vertente de promoção e orientação relativamente ao território que constitui o Concelho.
No que diz respeito à exposição, nesta sala, que se designava por loja, o visitante pode ver como eram distribuídas as diferentes áreas funcionais da Casa.

 

- Sala dos Potes


Sala com um balcão de alvenaria no qual estão embutidos potes em cerâmica comum de grandes dimensões. Funcionava como dispensa, os produtos aqui guardados destinavam-se em grande parte à alimentação dos trabalhadores agrícolas.
Aqui serão apresentadas peças representativas/evocativas das atividades agrícolas relacionadas.

 

- Sala Diogo Mendes de Vasconcelos


Nesta sala será tratada a vida e a obra de uma personalidade da família, o poeta
renascentista Diogo Mendes de Vasconcelos. Será apresentada a sua obra literária, da
qual se destaca:

 
- Obra Poética;


- Coleção das Antiguidades de Évora, na qual Diogo Mendes de Vasconcelos participou;

- Antiguidade Lusitanas, da autoria de André de Resende, em que Diogo Mendes de
Vasconcelos compilou, acrescentou e editou.

 

- “Salão Nobre da Casa”

Esta sala para além de espaço expositivo será, esporadicamente, utilizada para sessões
culturais e sessões solenes.    
Aqui será interpretado o brasão Vasconcelos e Sousa pintado no teto e apresentados dados genealógicos dos proprietários da casa, havendo destes referências bastante recuadas.

 

- Sala de Visitas


Esta sala de visitas, na qual certamente decorreriam sessões culturais, é densamente
decorada, num espírito neoclássico. 
A sala mantém a mobília que lhe pertencia, em talha dourada e tecido de seda nos estofos das cadeiras e canapé, igual aos cortinados. Estes tecidos tiveram um tratamento de conservação e restauro, o que constitui uma componente interessante da exposição.
No teto está representada por pintura a têmpera, uma cena da mitologia grega, “O banho de Aquiles”, e cenas evocativas das quatro estações do ano.

 

- Sala de Arte Sacra


Dada a proximidade desta sala com o Oratório da Casa, será aqui apresentado um conjunto de peças de Arte Sacra, do qual se destaca uma pintura a óleo sobre tela representando Santo Agostinho, algumas peças da Capela de Santana, assim como imagens e textos, uma vez que esta Casa esteve ligada à instituição da referida Capela
(final do séc. XVI, princípio séc. XVII).

 

- Oratório


Este espaço constitui um Oratório, cuja construção é um anexo ao edifício principal e posterior a este.
As paredes estão forradas de azulejos do séc. XVIII, certamente um aproveitamento, com albarradas e uma cena da Paixão de Cristo, a Crucificação. No retábulo de talha encerada será colocada uma reprodução autorizada do painel original, pintado a óleo sobre tela, representando Santa Rosa de Lima.

 

- Sala da Música


Nesta sala serão apresentadas outras peças, de natureza muito diversificada que pertenciam à Casa, ou com ela relacionada, designadamente:
- Piano Vertical do final do século XIX, peça de grande expressão dado que apresenta registos relativos à sua origem, ao seu fabricante e à sua distinção como peça de valor. O seu fabricante, Henri Herz, para além de ter introduzido importantes alterações técnicas distinguiu-se também como compositor, pelo que nesta sala se poderá ouvir obras musicais deste autor;
- Documento relativo à concessão da medalha de cobre, na exposição agrícola de Lisboa, pelo azeite de 1883, produzido por Xavier Rosado Palmeiro, um dos proprietários da Casa;
- Documento, folha de papel manuscrita, relativa a questões de gestão da atividade agrícola da Casa, do seu proprietário Artur Barradas Carvalho, datado de 1956.

 

Ponto de situação do projeto: Projeto aprovado e finalizado em Outubro de 2012.

 

Instrumento de Financiamento: PO do Alentejo, Eixo 08, Regulamento Património Cultural.

 

Investimento FEDER aprovado: 292.769,72 €

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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