Museu Robinson / Reconversão do Núcleo da Igreja de São Francisco a espaço cultural

Publicado em 09-12-2013

 

Objectivos:

Promoção dos patrimónios arquitectónico, arqueológico-industrial e artístico; valorização turística da região; promoção da rede cultural da cidade de Portalegre; valorização do património cultural do Norte Alentejano; criação de uma rede integrada de núcleos expositivos temáticos e complementares entre si.

 

Descrição das acções/componentes:

Desenvolvimento das componentes museográficas e museológicas dos diferentes núcleos;

Qualificação de patrimónios,

Arranjos exteriores;

Criação e animação de percursos de cultura;

Criação de um serviço educativo para a rede;

Criação e promoção de um touring cultural na Região, em articulação com Cáceres e com os parceiros do TRIURBIR;

Publicações;

Formação de públicos;

 

Tipologia do Projecto:

Infra-estrutura                   X            Animação X
Equipamento (construção)  X             Promoção / Marketing X
Equipamento (técnico)       X             Soluções de gestão 
Conteúdos / Software        X             Estudos e Formação X

 

Resultado a atingir:

Reabilitação, promoção e rentabilização do património;

Conservação e restauro de pré-existências consideradas relevantes;

Valorização, aproveitamento e formação dos recursos arquitectónicos, culturais, e humanos da região;

Aposta na inovação e criação de novos produtos turísticos e culturais;

Articulação com o Centro Europeu de Conservação e Restauro;

Criação de postos de trabalho directos e indirectos;

 

Entidades intervenientes e respectivo papel:

Promotor: Fundação Robinson

Entidades Executoras/Parceiros do Projecto: Universidade Nova de Lisboa, Câmara Municipal de Portalegre; parceiros do TRIURBIR, Fundações; AMNA; Rede Portuguesa de Museus;

Destinatários-alvo: Comunidade Local; Turistas e visitantes; Escolas;

 

Horizonte do Projecto:

a) Início: Março 2008          b) Fim: Março 2009

 

Investimento total previsto: 302 700 Euros

 

Principais componentes de despesa:

(De acordo com a natureza do projecto e a tipologia dos investimentos a realizar)

Construções e adaptações 118 300 (Euros)

Equipamentos e materiais 148 000 (Euros)

Estudos e/ou Projectos     24 000 (Euros)

Marketing e Publicidade    12 400 (Euros)

 

Outros projectos, acções ou investimentos relacionados:

(a) Projectos em curso ou em fase de lançamento

INTERREG III A – FORUM SP4.P94/03 (2.ª fase);

POC – FRANROB 500/07; Candidatura ao PIT – Proc.008/PIT – I /07 – Programa de Intervenção do Turismo – Igreja do Convento de S. Francisco – Espaço Cultural;

Candidatura ao Instituto do Emprego e Formação Profissional de Portalegre – Empresas de Inserção – Portaria n.º348-A/98 de 18 de Junho;

 

Candidaturas ao QREN – Programa Operacional Alentejo 2007-2013:

“Rede de Património de Portalegre – edificado, móvel e imaterial”; Eixo 3 – “Conectividade e Articulação Territorial”, Regulamento específico – Património Cultural; Tipologia – Projecto integrado de salvaguarda, valorização e animação do Património;

“Implementação do Programa de Acção Integrado de Desenvolvimento Urbano da cidade de Portalegre”; Eixo 2 – Desenvolvimento Urbano, Regulamento Especifico: Politicas de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana, Programas Integrados de Renovação das funções e dos usos de áreas abandonadas ou com usos desqualificados

 

Cooperação Territorial:

Candidatura FÉNIX – Promoción Transfronteriza de la Arqueología Industrial;

Candidatura NETUR – Red de Ciudades para Implementar el Nivel de Excelencia Patrimonial y Turística;

Candidatura JUVENTUD-e TRANSFRONTEIRIZA – Projecto Transfronterizo para el Fomento de la Iniciativa Joven y la Innovación en el Deporte;

 

Sustentabilidade futura do projecto:

Enquanto Fundação, o que se pretende criar e o que se espera desta estrutura material e criativa são intervenções histórico-contemporâneas no tecido da vida cultural das gentes de Portalegre e do Alentejo, transbordante para Portugal, além da ampla raia espanhola. A Fundação Robinson deve, portanto, apetrechar-se com infra-estruturas de acolhimento à criação e produção cultural, à troca de ideias e de lógicas de fazer. A única ligação entre todos os domínios da cultura é conseguida pela dimensão temporal que atravessa o espólio edificado, imóvel industrial e documental, e a memória de trabalhos e das articulações entre processos laborais, produção de matéria-prima e sua colocação nos mercados. Pretende-se chamar a atenção para a proposta de requalificação o Espaço Robinson e, mais concretamente, para a recuperação e reutilização da Igreja do Convento de São Francisco, parte integrante deste mundo Robinson.

Depois de várias vicissitudes de ocupação, a Igreja está vazia de ocupantes. Esta circunstância, aliada à intervenção estrutural do parque de estacionamento automóvel (subterrâneo e fronteiro ao edificado) e à reinstalação da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre (lateral ao edificado), coloca o nicho da Igreja do antigo Convento de São Francisco como uma peça com autonomia suficiente e com capacidades várias para ser de imediato recuperada, processo facilitado pelo Protocolo assinado entre o IPPAR e a Fundação.

Na actualidade o Convento de S. Francisco é, apesar da inegável valia histórica e cultural para a cidade e região de Portalegre, um imóvel em estado devoluto. Assim, em termos de análise de viabilidade, não será, logicamente, tecido qualquer comentário quanto a receitas e custos actuais, uma vez que estes não existem. Importa antes, entender a filosofia subjacente ao projecto de requalificação que se pretende e de que forma esse plano se traduz em investimentos, receitas e custos futuros para dessa forma determinarmos a viabilidade do mesmo.

Encontramo-nos numa fase de redescoberta da Igreja, numa busca constante de objectivos positivos, com uma nova filosofia na requalificação e dinamização para beneficiar toda a sociedade. Pretende-se uma Igreja aberta e dinâmica, com atractivos para o seu público visitante, com qualidade de informação e, ao mesmo tempo, espaços de descanso que são um imperativo nos nossos dias.

Os visitantes escolherão o que preferem, pois este processo de poder oferecer escolhas faz parte da nova filosofia definida para a Igreja de S. Francisco. Não é apenas mais uma Igreja reabilitada, o que está em causa neste projecto, mas sim uma nova forma de pensar a arte e a cultura em Portalegre. A Igreja de S. Francisco, após a intervenção e a sua requalificação, será um espaço de muitos espaços, onde o visitante encontrará sempre algo que o surpreenda.

 

Experiência de trabalhos anteriores na área de actuação prevista:

A Fundação Robinson dispõe de um conjunto de técnicos, com formação multidisciplinar provenientes dos quadros das entidades que a constituem (Câmara Municipal de Portalegre, Soc. Corticeira Robinson Bros. S.A., Inst. Politécnico de Portalegre e Região de Turismo de S. Mamede) que cobre a quase generalidade das suas áreas de intervenção.

Para além destes, nos âmbitos de maior especificidade, conta com o apoio credenciado de técnicos / entidades independentes de onde se destacam:

*Arquitectura e Infra-estruturas: Arq.º Souto Moura e toda a sua equipa técnica (estudo preliminar);

* História/Museologia/ Património Industrial: Drº. Jorge Custódio (IPPAR/FCSH-UNL), Prof. Doutor António Filipe Pimentel (Universidade de Coimbra), Drª Graça Filipe (EcoMuseu Seixal), Prof. Doutor Espinha Silveira (FCSH-UNL); Prof. Doutor João Carlos Brigola (Univ. Évora) e Pintor António Viana, bem como o IGESPAR;

* Dinamização Cultural / Etnografia/Etnologia: Coordenador Técnico Científico, Dr. António Camões Gouveia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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