Valorização integrada do montado

Publicado em 09-12-2013

 

Objectivos:

Promoção da paisagem Norte Alentejana, através do montado; promoção integrada do montado como recurso económico e turístico fundamental da região; valorização dos produtos do montado, nomeadamente da cortiça nas suas aplicações tradicionais, bem como na sua utilização em produtos inovadores e alternativos;

 

Descrição das acções/componentes:

Desenvolvimento de visitas turísticas ao montado, com acompanhamento de técnicos especializados;

Promoção da fileira e dos produtos do montado;

Estabelecimento de protocolo e parcerias com designers e escolas para o desenvolvimento de novas aplicações e soluções inovadoras para os produtos do montado;

Cartografia dos montados da região com vista à preservação da paisagem e ao seu aproveitamento para um turismo sustentável;

Criação de uma loja de produtos do montado.

 

Tipologia do Projecto:

Infra-estrutura                                Animação X

Equipamento (construção) X              Promoção / Marketing X

Equipamento (técnico)       X              Soluções de gestão X

Conteúdos / Software                      Estudos e Formação 

Outra 

 

Resultado a atingir:

Reabilitação, promoção e rentabilização do montado como recurso turístico e económico;

Valorização, aproveitamento e formação dos recursos naturais e humanos da região;

Aposta na inovação e criação de novos produtos;

Criação de postos de trabalho directos e indirectos;

Integração do mundo rural e da cidade;

 

Entidades intervenientes e respectivo papel:

Promotor: Fundação Robinson

Entidades Executoras/Parceiros do Projecto: Universidade Nova de Lisboa, Câmara Municipal de Portalegre; ICNB, parceiros do TRIURBIR, AMNA, Escolas de Design e designers; Associação de Agricultores do distrito de Portalegre; APAFNA; empresas.

Destinatários-alvo: Comunidade Local; Turistas e visitantes; Escolas; produtores agrícolas e florestais; designers;

 

Horizonte do Projecto:

a) Início: Janeiro 2010                                    b) Fim: Dezembro2011 

 

Investimento total previsto:  284.500.Euros

 

Principais componentes de despesa:

(De acordo com a natureza do projecto e a tipologia dos investimentos a realizar)

Equipamentos e materiais                         67300,00 (Euros)

Estudos e/ou Projectos                             28.000,00 (Euros)

Aquisições de Serviços/sub-contratos        166.900,00(Euros)

Marketing e Publicidade                            22.380,00(Euros)

 

Outros projectos, acções ou investimentos relacionados:

INTERREG III A – FORUM SP4.P94/03 (2.ª fase); POC – FRANROB 500/07;

Candidatura ao PIT – Proc.008/PIT – I /07 – Programa de Intervenção do Turismo – Igreja do Convento de S. Francisco – Espaço Cultural;

Candidatura ao Instituto do Emprego e Formação Profissional de Portalegre – Empresas de Inserção – Portaria n.º348-A/98 de 18 de Junho;

 

Candidaturas ao QREN – Programa Operacional Alentejo 2007-2013:

“Rede de Património de Portalegre – edificado, móvel e imaterial”; Eixo 3 – “Conectividade e Articulação Territorial”, Regulamento específico – Património Cultural; Tipologia – Projecto integrado de salvaguarda, valorização e animação do Património;

“Implementação do Programa de Acção Integrado de Desenvolvimento Urbano da cidade de Portalegre”; Eixo 2 – Desenvolvimento Urbano, Regulamento Especifico: Politicas de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana, Programas Integrados de Renovação das funções e dos usos de áreas abandonadas ou com usos desqualificados.

 

Cooperação Territorial:

Candidatura FÉNIX – Promoción Transfronteriza de la Arqueología Industrial;

Candidatura NETUR – Red de Ciudades para Implementar el Nivel de Excelencia Patrimonial y Turística;

Candidatura JUVENTUD-e TRANSFRONTEIRIZA – Projecto Transfronterizo para el Fomento de la Iniciativa Joven y la Innovación en el Deporte;

 

Sustentabilidade futura do projecto:

O Espaço Robinson só pode ser lido e entendido como um conjunto. Por isso, a Fundação está a trabalhar no sentido de criar ali estruturas materiais e criativas que privilegiem intervenções histórico-contemporâneas no tecido da vida cultural das gentes de Portalegre e do Alentejo, e que transbordem para Portugal e, naturalmente, para a raia espanhola.

Por outro lado, as suas ligações ancestrais da Fábrica ao montado e pela sua natural influência na paisagem e na biodiversidade do Alentejo, justifica-se uma referência e uma ligação explícita com tudo o que está relacionado com toda a fileira da cortiça.

A Fundação Robinson está a apetrechar-se de recursos humanos e materiais e infra-estruturas de acolhimento à criação e produção cultural, à troca de ideias e de lógicas de fazer, capazes de promover a ligação entre todos os domínios da cultura. Espera-se com isto conseguir transmitir a dimensão temporal que atravessa o espólio edificado, imóvel industrial e documental e a memória de trabalhos e das articulações entre processos laborais, produção de matéria-prima e sua colocação nos mercados.

A requalificação do Espaço Robinson é muito mais do que obra física, é uma aposta muito grande naquilo que é imaterial mas que é a génese do seu potencial em termos de criação de oportunidades e de dinâmicas no mundo Robinson, que tenham repercussões em termos de mais valias para o exterior, criando inclusivamente postos de trabalho directos e indirectos.

A valorização do montado, bem como a recolha oral e etnográfica são apenas uma ínfima parte deste mundo Robinson, que poderá contribuir em grande parte para a consolidação das vertentes histórico-contemporâneas, tradicionais e museológicas que se pretendem para este espaço.

Com a saída da Fábrica, o “vazio urbano” requalificado abre-se à cidade com um projecto estruturante naquilo que é o desenvolvimento cultural da cidade, gerador de novas dinâmicas ao nível da economia local, da fixação de população e da criação de emprego qualificado. O espaço da Fábrica continua a ter uma inegável valia histórica e cultural para a cidade e região de Portalegre, apesar de ser hoje um imóvel valiosíssimo em termos de património arqueológico industrial e de estar em avançado estado de degradação. Em termos de análise de viabilidade, não poderemos, naturalmente, tecer qualquer tipo de comentário ou comparação quanto a receitas e custos actuais, uma vez que este era um espaço de Fábrica que está a ser adaptado para novos usos. O que mais importa no Espaço Robinson é entender a filosofia subjacente ao projecto de requalificação que se pretende e de que forma esse plano se traduz em investimentos, receitas, custos, vivências e dinâmicas futuros para, dessa forma, ser possível avaliar a sua viabilidade.

 

Experiência de trabalhos anteriores na área de actuação prevista:

A Fundação Robinson dispõe de um conjunto de técnicos, com formação multidisciplinar provenientes dos quadros das entidades que a constituem (Câmara Municipal de Portalegre, Soc. Corticeira Robinson Bros. S.A., Inst. Politécnico de Portalegre e Região de Turismo de S. Mamede) que cobre a quase generalidade das suas áreas de intervenção.

Para além destes, nos âmbitos de maior especificidade, conta com o apoio credenciado de técnicos / entidades independentes de onde se destacam:

*Arquitectura e Infra-estruturas: Arq.º Souto Moura e toda a sua equipa técnica (estudo preliminar);

* História/Museologia/ Património Industrial: Drº. Jorge Custódio (IPPAR/FCSH-UNL), Prof. Doutor António Filipe Pimentel (Universidade de Coimbra), Drª Graça Filipe (EcoMuseu Seixal), Prof. Doutor Espinha Silveira (FCSH-UNL); Prof. Doutor João Carlos Brigola (Univ. Évora) e Pintor António Viana, bem como o IGESPAR;

* Dinamização Cultural / Etnografia/Etnologia: Coordenador Técnico Científico, Dr. António Camões Gouveia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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